terça-feira, 13 de dezembro de 2011

L.ivro

 Hoje estava um pouco indisposto- o que posso admitir ser apenas uma desculpa para não ter que aturar as aulas do dia na Fienz - portanto pedi à Doris para permanecer em casa. Nesses raros momentos de solidão eu gosto de andar pelos comodos e notar as auterações que ocorrem na configuração doméstica. Notei que Evan adquiriu um novo par de sapatos de cor caramelo, odeio quando sinto que meu pai usa doces em seu corpo desde meu aniversário de sete anos.
 Meus pais sempre foram muito simpáticos, ainda bem que não fui brindado com esse "dom", e isso os fazias comemorar minahs passagens de ano sempre com uma festa para pessoas intimas, seus amigos e uns parentes que gostam de comer de graça. Meus sete anos não foram diferentes, fiquei rodeado de primos e crianças de procriação inderterminada- nunca importei-me em estabelecer laços com os amigos dos meus pais, gosto quando Evan e Doris sentem-se tendo uma coisa privada -havia junk food como qualquer coisa destinada a pessoas que tem como prazer comer pelo sabor gorduroso e cheio de sacarose, porém o forte da festa era um cabrito (acho que era esse o animal representado pela pinhata), era colorido e digno de algum festival a la mexico, mas em suma isso não foi o fator determinante para eu adquirir um aversão por doces ou as roupas do meu pai o que fez isso foi:
flashback
 - Matt querido, você poderia derrubar a pinhata agora ! - Uma Doris sorridente dizea a seu filho.
 - Mãe, temo em dizer mais eu não enfiaria um bastão em um animal. Mesmo sabendo que ele não é derealidade. (sim eu cria que existia uma palavra como "derealidade", sinto-me envergonhado pela inocência infantil) - Disse Matt, com um expressão que realmente era em branco.
 - Oh se você não vai quebrar a pinhata como consiguiremos os doces ,Matt ?- Era uma retórica, mas só com sete anos eu não entenderia.
Pausa no flashback
Os fatos seguintes poder ser chocantes aconselho que pulem e sejam felizes com seus celulares e ipod's.
Se você continua ai é uma prova que a curiosidade realmente mata o homem ou mulher se esse for o caso. Relatarei rápido e curto, pois pretendo poder olhar para o Evan está noite quando mentir sobre o quanto passei mau durante à tarde.
Retorno do flashback
De repente saiu das portas duplas que iam ao jardim um senhor Evan Dunstin coberto de coces pelo corpo e um grande porrete de cor caramelo, as crianças gritavam em puro êxtase indo em direção ao Evan e retirando pedaços da sua vestimenta com as mãos gordas e incrustadas de gordura, Matt permanecia parado em estado de choque e com milhares de pensamentos vindo à mente até Evan falar.
 - Ei Matt, venha pegar os doces ! Papai trouxe o porrete de caramelo para você enfiar na pinhata e poder tre muito mais!
E isso só fez Matt mais estático e pálido.
Fim do flashback
Presumo que tenham entendido o meu horror aos doces e as vestimentas do meu pai.
Notei também as novas lentes de Doris e que ela tinha alterado seus livros de cabeceira, minha mãe tem o hábito de mudar em certos períodos de tempo seus livros de cabeceira. Meus pais possuem cada qual a sua cabeceira com três livros cada um relógio/despertador e um copo personalisado. Evan possui sempre os mesmos livros: O prícipe, Maquiavel; dicionário de inglês e Mitologia, monstros e deuses. Doris regurlamente troca seu livros, isso me permiti ter uma análise mais apurada sobre como ela se sente em um dado período.
Nesta manhã notei um romance bobo com um título que não pretendo citar, isso me diz que Evan tem faltado com as atividades físicas do casamento; uma comédia, sei que ela não ira termina-lá- o romance consome muito da mente de Doris - e um livro um tanto assustador ao meu ver, é de auto-ajuda e é sobre como os pais devem amar os filhos apesar de tudo, o que suficientemente. Eu não a culpo, sei que é sei dever me amar apesar de tudo mais repeito o que ela sente e entendo se ela não me ama  como o livro a diz para- ninguém realmente sente afeição por mim, como eu igualmente retribuo a indiferença - auto-ajuda não é uma soluçao para os problemas por isso penso que quando Doris chegar à casa devo ter com ela uma coversa fanca sobre o fato de não ser necessário me amar como o livro diz, contanto que continue a me alimentar e tratar como um ser igualitário.
Passada a visita aos quartos dos meus pais não notei nada de noco ou singular, então parti para à janela do corredor para observar a rua sem movimento e os ocasionais surfista indo em direção à praia. Acho que devo preparar um chá e comer algo para poder vômitar mais tarde, não quero passar por um mentiroso quando Doris chegar.

Portanto até mais ver, Matt E. Dunstin

summer vacation

lemon juice by the pool
sunglasses, bikinis and ball
shadows of summer
Rolling Stones songs

that's how we do
is late, and a vacation
is afternoon the Cinderella playfully only  begin at midnight

lemon juice by the pool
stereo with a old CD
all washed down to the smell of sea salt
so are the holidays
summer vacation

The sun burns on top of our heads
the boys are shirtless
and girls pretend not to look

lemon juice by the pool
sunglasses, bikinis and ball
so are the holidays
shadows of summer
all washed down to the smell sea salt

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Em uma folha de papel amarelo com linhas verdes ele escreveu um poema
E intitulou "Chops" porque era o nome de seu cão
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A e uma estrela dourada
Sua mãe o abraçou à porta da cozinha e leu o poemas para as tias
Era o ano em que o padre Tracy levava todas as crianças ao zoológico
E ele deixou que cantassem no ônibus
E sua irmãzinha tinha nascido com unhas minúsculas e nenhum cabelo
E sua mãe e seu pai se beijaram tanto
E a garota da esquina mandou um cartão de Dia dos Namorados assinado com vários X e ele teve de perguntar ao pai o que significava o X
E seu pai deixou que ele dormisse na sua cama à noite
E era sempre lá que ele dormia

Em uma folha de papel com linhas azuis ele escreveu o poema
E intitulou "Outono" porque era o nome da estação
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A e o pediu para escrever com mais clareza
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha por causa da pintura nova
E as crianças disseram a ele que o padre Tracy fumava cigarros
E largava as guimbas nos bancos da igreja
E às vezes elas faziam buracos
Que era o ano de sua irmã usar óculos com lentes grossas e armação preta
E a garota da esquina riu quando ele pediu para ver o Papai Noel
E os garotos perguntaram por que a mãe e o pai se baijavam tanto
E seu pai não o cobria mais à noite
E seu pai ficou furioso quando ele chorou por isso

Em uma pedaço de papel de seu caderno ele escreveu um poema
E o intitulou "Inocência: Uma Questão" porque a questão era sobre uma garota
E isso estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A e um olhar muito estranho
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha porque ele nunca o mostrou a ela
Foi o primeiro anos depois da morte do padre Tracy
E ele esqueceu como terminava o Creio em Deus Pai
E ele pegou a irmã se agarrando na varanda dos fundos
E sua mãe e seu pai nunca se beijavam nem mesmo conversavam
E agarota da esquina usava maquiagem demais
O que fez ele tossir quando a beijou mas ele a beijou mesmo assim porque era a coisa certa a fazer
E às três da manhã ele se aninhou na cama  seu pai roncava alto
É por isso que no verso de uma folha de papel pardo ele tentou outro poema
E o intitulou de "Absolutamente Nada"
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro porque nessa hora não pensou que poderia alcançar a cozinha

Este foi o poema que eu li para o Patrick. Ninguém sabia quem era o autor, mas Bob disse que já ouvira antes, e ele soube que era um belhete suicida de um garoto. Eu espero que não seja , por que não sei se gostei do final.

Com amor,
Charlie

Stephen Chbosky

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Festival

Let's dance, jump, run
At the sound of indie music
With dirty hair
And muddy cortunos

Today is our night
We can go crazy with beer bottles
Don't fear tomorrow
Young with black clothes

Today is our night
Not to think, only act
Bite, scream and say
Everything that we do not speak sober

Why are we in a show
At the sound of our favorite indie band

domingo, 6 de novembro de 2011

we are now mature

passed the awkward stage
now it seems to flourish a new image
times songs about teddy pickers saw fun memories
now it's all about your adult self

women are the new focus
messy hair and harley's mud on a road towards Manchester
alcohol and cigarettes are heavier
you don't lose consciousness so fast
because our hair gel and has a tuft rokc'n'roll

the old footage with balloons were replaced
for bottles and now we have people on tables
want another dose of that?
or would you rather go to bed tonight?

women are the new focus
messy hair and harley's mud on a road towards Manchester
alcohol and cigarettes are heavier
you do not lose consciousness so fast
because our hair gel and has a tuft rock'n'roll

want another dose before bedtime?
pick up  the harley and go home
to take advantage of what we are now mature

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

M.atutino

 Manhã, como de costume em uma região costeira, com cheiro de areia e sal oceânico. As luzes dos postes permaneciam acesas apesar da luz forte do sol e os carteiros circulavam as ruas com suas bolsas cáqui.
 Nunca fui uma pessoa de escolher um momento do dia, afinal não acho que a posição das nuvens ou sol afetam minha "aura" como minha prima faz, mas a manhã sempre me trouxe um ar de felicidade estilo pós refeição em fast food. Ver os cães correndo atrás dos carteiros que com o medo da eminente mordida deixam as correspondências como uma trilha da prova do crime hediondo de homicídio canino, realmente nunca vi um carteiro ser pego ainda que nutra esperanças do dia em que o labrador da Srª Reffigan acerte a mordida, as flores que parecem ter o odor mais forte e até mesmo o som dos carros saindo de suas garagens. São coisas simples, a maioria não os nota.
 Hoje é o nascer de um novo dia, e sei meio piegas, de uma nova oportunidade. Há dias venho questionando meus pais sobre o estudo domiciliar, atualmente frequento a Academia Fienz para garotos entre 11 e 18 anos, apesar da instituição ser carregada de glórias e possuir bons mestre, a convivência social, em particular com os garotos entre 11 e 18 anos, me entedia. Estou com 16 anos e presumo que tenho o conhecimento maior do que o de minha prima, não falo sua idade pois seria indelicado, e isso é um dos meus argumentos mais fortes para com meus pais.
 Estudo na Fienz desde os 11 conheço praticamente todos da academia, ou seja, sou como uma sombra nos corredores cinzentos da instituição. Desde meu primeiro ano evito estabelecer laços de proximidade com os garotos.
Li recentemente que adolescentes precisam de companheiros e a mesma idade para se descobrirem e se situarem na sociedade moderna, acredito que isso não seja a realidade, pois darei exemplos de "companheiros" de mesma idade que a minha.
- Adam Buttorn : escreveu o primeiro nome 14 vezes sobre o tampo de uma mesma mesa da biblioteca, apesar de nunca ter lido um livro e não ter conhecimento da diferença entre papel toalha e o higiênico (ele trouxe o segundo à classe no dia do trabalho de artes, estava claramente escrito no comunicado " traga papel toalha e cola branca à próxima classe ");
- Paul James : define qualquer objeto e pessoa pela palavra "foda". Seus vocábulos tem tal pobreza que conseguiu repetir "foda" três vezes em uma mesma oração;
- Thad "Thadeus" Foster: declara ser mais interessante brincar com seu órgão sexual do que ler um soneto. O que claramente pode ser levado como pensamento dos outros citados.
 Sim, esses são os meus "companheiros" que de acordo com o artigo devo descobrir a minha situação na modernidade.
 Contudo ainda não possuo o aval dos meus pais para a educação domiciliar, apesar de ter apresentado um argumento muito bem fundamentado e provas de um intelecto superior aos de minha faixa etária. Essa manhã tive um vislumbre de uma possível aceitação, no entanto foi mais uma vez negado o pedido.
 Isso me leva a ter mais um dia na AF, com os garotos que precisam de setas amarelas no chão para saberem onde se localiza o ginásio.

Com carinho, Matt

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

différent de celui attendu

Você não é a mesma pessoa que vi na semana passada
Acho que posso ter confundido pela cor do cabelo
Ou pela camisa preta

Por que você mudou em tão pouco tempo
seus dedos não produzem mais o mesmo efeito
A voz é uma nuance do passado

Queria tem uma máquina fotográfica para lhe mostrar a diferença
Por que você mudou em tão pouco tempo
Você não é a mesma pessoa da semana passada

A torre deveria só mover-se em uma direção
O tabuleiro perde o sentido quando as peças giram em confusão
Que jogo permite o jogador trocar de lado?
Mudar as regras apenas por que você mudou?

Semana passada tudo era doce
Seus dedos tinham um dom, me faziam silenciar
Como sua voz, grave na medida adequada
Agora tudo é uma sombra no passado

Você não é a mesma pessoa da semana passada
Por que você mudou em tão pouco tempo?

C.andy

 As certas estão cheias de balas e chocolates, com seus papéis laminados coloridos vermelhos, verdes, amarelos e mais cores que fariam qualquer um pular de alegria gerada pelo acumulo de glicose nos sangue. Mãos gordinhas de crianças com capas e máscaras de personagens vistos em desenhos com lutas e orgias encubadas e subtendidas, isso diz bem em que época do ano estamos.
 Hoje mais cedo fui ao mercado acompanhar (por questão de cortesia) minha prima nas compras. Ao passar pelo corredor das guloseimas causadoras de câncer e diabetes vi o que, provavelmente, um prisioneiro em uma ilha veria... o vazio. Sim as prateleiras pareciam devastadas por eremitas budistas após um longo período de jejum, como de costume fiz o apontamento a minha prima e ela prontamente disse " é por causa de hoje à noite, ninguém quer uma casa coberta de papel higiênico." 
 E agora aqui estou preso a um pote de balas baratas ouvindo a mesma frase sem criatividade, " doces ou travessuras", enfiar um salsichão em uma das aboboras falsas seria muito grosseiro? De acordo com meus familiares " SIM! ".
 Eu queria poder entender o que se passa ma mente das pessoas, cada detalhe absurdo que faz a humanidade ser como é. Meu pai sempre disse que cada indivíduo tem uma maneira de pensar e agir, mas não seria mais fácil entender a humanidade se ela seguisse um código de o que é certo ou errado. Existem as leis, moral, ética e religião, contudo pelos meus poucos anos de vida sei que eles não são um dogma que norteia toda a sociedade, são meros modelos que as pessoas fingem seguir para não serem excluídas.
 Basicamente é isso que vejo nessa crianças. Elas seguem uma tradição que foi mostrada para elas como normal e "saudável" para sua idade, porém de nada inclui em seu caráter ou no modo de ver algo. Eu sou Matt Dunstin e não sou normal ou "saudável" para a maioria da vizinhança.  

domingo, 2 de outubro de 2011

Extension

Nothing happened in so long
I did not notice the years go by
I don't saw this moment coming
This is part of the theorem of relativity?

It is strange to have to leave
And can't say goodbye
No more will you
Our games had announced its extension

All ilustrations are in a box with cobwebs now
The jokes are forgotten in no sense memories that only makes sense for us
Excuses or requests are just balls in our throats
As always, the silence will be on our real goodbye

Let's cut the hair
Buy new clothes
If first impressions do count
We also appreciate the latest
Each nickname will be in the past
More I will not forget
I can't longer think like the more I thought about you, but know that a part of me will always take you

And the extension begins ..

by Daniela De L. Pedroso

Just for this night



You live so far
Don't have an account at twitter or facebook
Use your sunglasses to hide the look in your eyes
His leather jacket is still on my couch
As you left last night

The songs you made ​​with it are my favorite
The cigarette boxes are still in my bathroom decorations
Each ringtone is not to make promises you
I don't want another addiction
A poison me already consumes enough
Two lead me to overdose

I don't have photos with you
I don't know your favorite book
Who is your real best friend?
Even more so ...

The songs you made ​​with it are my favorite
The boxes of cigarettes are in my bathroom decorations
Each ringtone is not to make promises you
I do not want another addiction
A poison me already consumes enough
Two lead me to overdose

I want to continue as a one-night stand
In a different country with a peculiar language
I want to be remembered as a book you never finished
I go to keep your jacket
As you write new songs with her
They alone will be about me

By Daniela De L. Pedroso

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Parabéns à você

Já se passou um ano
Chegou novamente essa data
Essa fatídica data
Com balões vermelhos
E velas cor de prata
São dezesseis agora
Sempre uma a mais
O bolo com seu nome
Mais uma foto que será deletada

Já se passou um ano
Desde o porteiro macabro
O pulinho afeminado
E olhe !
Dois desde que nos encontramos naquele abril
E agora eu sei
Que esses anos não passaram para mim, só para você

Seu presente nunca será entregue
Seu abraço permanecerá guardado
Mais eu não vou esquecer
Que hoje é o seu dia
E lhe desejo felicidades 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Entre pontes (parte I)

Eu sou o seu melhor amigo deveria entendê-la, mas tinha uma parte dentro de mim que não conseguia negar que esse extinto suicida ia acabar prejudicando a cada vez mais, eu a amava e sabia que ela o amava, mas eu precisava tirá-la desse estupor. Cada vez mais essa obsessão cega me assustava, e ele não a via como eu tudo sobre ela era um borram em sua mente.
Patrick era o tipo de garoto pelo qual as garotas se apaixonam, bonito, popular e o típico garoto de subúrbio que consegue tudo o que quer. Famoso por ser o “cara” ele tinha todas as meninas, e alguns caras, ao seu poder, de fato isso nunca me incomodou até o momento que chegou a cabeça da minha melhor amiga, Amy. Ela era única não vai com as tendências e seu jeito doce conquista a todos que se dão a chance de conhecê-la, mas Amy se apaixonou cegamente por Patrick, e isso me faz sentir como um grande saco de areia preso entre as tábuas de uma ponte, eu amo a Amy a quase sete anos e eu ficaria feliz se ela não fosse para o “cara” eu conheço aquele cretino e sei quão frágil é o coração da minha amiga.
Eu realmente não sei o que fazer, mas eu nunca deixarei a Amy ser magoada, isso é uma promessa.

Charlie e a macieira

Sentado na grama
Abaixo da macieira
Lá estava ele

Pequeno
Gordinho
Cor-de-rosa o menininho
Lá estava ele

Charlie se chamava
O garoto da macieira
O garoto sem pai
O garoto sem mãe
Lá estava ele

Ele não chorava
Não ria
Só se sentava

Ninguém realmente se importava
Porque Charlie tinha a macieira
Lá estava ele

Um dia ele não estava
Um dia a grande árvore fez sombra para nada
Não tinha garoto gordinho na grama
Ele não estava lá
Agora só existia macieira
Sem nenhum Charlie

domingo, 14 de agosto de 2011


Tilintar de copos
Risos
Talheres batendo
Assim é o andar de baixo
Silêncio
Corpos rolando sobre as fronhas
Frio, vento vinda do norte
Assim é em cima
Negros, brancos
Surdos, mudos
Tudo é o mesmo no chão
Tudo é oposto ao teto
Mãos, pés, inúteis
Cabeças, troncos, dementes
E assim tanto em cima quanto em baixo

Festa na fraternidade


Tem uma festa na fraternidade
Vestidos negros estão no varal
Pingentes baratos pelo chão
Livros de Oscar Wilde nas prateleiras das estantes imaculadas

É uma festa
Onde todos devem dançar
Com indie e gothic a tocar
Mexendo seus corpos magros e fragilizados

Tudo desordenado
Uma mágica lúdica
Por que estamos em uma festa na fraternidade

É uma festa
Todos vão dançar

Carta à ele

Cada sílaba tinha uma pontuação sádica
A carta parecia dirigida ao infame
Sem sentimento se não o ódio
Tom oco gritava as margens dos parágrafos
Eu a magoei?
Se o fiz a intenção foi pura
A ferida tinha que ser fechada mais rápido
Com o sangue seco de nada adiantaria

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descalços

De mãos dadas
Olhos fechados
Em um caminho cheio de curvas
Com a grama tocando nossos dedos
Estamos nós

Não saber quanto vai durar
Ou se seus pés ficaram marcados
O desafio é excitante, não?
Por que não brincarmos mais está noite,
Até que o sol volte a atormentar nossas pálpebras
Por que não correr sem medo de perder nossos sapatos
Ficar descalço é tão mais confortável

Assim de mãos dadas
Por esse caminho
Sem certeza de nada

sábado, 23 de julho de 2011

27 anos

Parece irônico
Ou simplesmente cômico
Os grandes morrem cedo
Deixam suas marcas
As vezes profundas
As vezes superficiais

No caminho para a glória
As pedras pesam,
Rolam através do penhasco
E o fundo realmente chega

Um clube seleto
Com letras queimadas por chamas azuis
Com vozes gravadas e regravadas
Soam por vocês, pelos macacos do ártico

As vezes os grandes nascem para ser
Seus cortes são destinados
E seu corpo torna-se um instrumento
Das vontades do soul
Por que hoje temos mais um membro no clube dos 27

Dedicado à Amy Winehouse (23/07/2011)

"Morre hoje uma grande cantora, e fica a lição, de que as vezes as coisas são mais complicadas quando se tem uma garrafa ao lado."

domingo, 17 de julho de 2011

Imaginaria

A sua gentileza
é bordada por más intenções
Suas palavras não valem
São ocas
Sem nenhum sentimento

Com a sua presença, sinto-me só
Nada que diga faz-me acreditar em você

A dor é minha companheira
E você sempre foi a melhor amiga dela
Com o passar do tempo você ficou mais egoísta
Por que não dividir a dor?
Você quer tudo
Nunca nega nada

Sua presença tornou-se imunda
Encobrindo minha visão
O meu julgamento

A dor nunca me deixou
Todo seu jogo para com ela não funcionou

Ela é leal, cruel e acima de tudo real
Você é falsa, mentirosa e parte de um mundo que eu inventei

Combustion de fichier

As teorias de conspiração ficaram para o passado
Cada nota existente naquele livro foi apagada e queimada
Em uma fogueira de chamas azuis, tudo terminou
Assim como começou, sem lágrimas, palavras, gestos
Pois um sentimento não existe só no interior
Nada sobrevive assim

Acima das minhas expectativas,
durou tanto tempo
resistiu a tanta coisa
Minha fé foi enganada pela sua protelação
Como sempre sou enganada
Não por confiar
Sim por acreditar demais
Naquilo que ninguém diz

Essayer de dire au revoir

Só quero me libertar
Romper com os laços que nos unem
Me sentir livre,
livre de você

Não quero mais ficar presa aos seus olhos
Não quero mais ficar inebriada pelo seu perfume

Não mais ter essa sensação de falsa liberdade
Por que não quero mais ficar presa à emoção

Vou deixar essa sua influência morrer
Assim como o brilho dos meus olhos ao te ver

Só quero me libertar
Romper os laços que nos unem
Me sentir livre,
livre de você

Nas noites não quero mais sonhar
Anseio pelas músicas tornarem-se vazias
Por filmes serem apenas filmes
E livros somente livros

Seus olhos não mais iram encontrar os meus
Se andar não me levará ao devaneio
E agora só serei livre,
livre de você

Manifesto

Maldita ganância que corroí o ser
dinheiro, sangue, guerra, poder
Hediondos seres
Com olhos fechados e fluidos grotescos
Mãos de tons pútridos,
e bocas degastadas

Olhem seus rostos, no espelho da realidade
E vejam que não passam de demônios sedentos por poder

Morte, dizem
Vida, retruco
Pois sua sede jamais será saciada  

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Celebrado

como se não houvesse jeito
tudo aqui era uma fachada para a adulação
esse reino falso e quebrado
com nada além de vidro estilhaçado ao chão
seu nome passou a ser o grito dos desesperados
você é um espectro celebrado
os sobreviventes de sua vontade
lutam contra a morte
que bate incansável à porta
com fevor e adulação
sua imagem para ela é uma partitura
um desejo seu se torna a sua vontade
como maldito é celebrado

terça-feira, 12 de julho de 2011

A caixa

A chave permanece em meu pescoço
a caixa está em um lugar seguro
eu confio em você
sei que a mantém em segurança,
apesar de toda a distância
continuamos unidos

Somos parte de um mesmo ser
que mesmo com toda adversidade
nunca deixamos o que temos de mais forte morrer

As badaladas continuam a soar
e eu esperarei quando você voltar,
sim eu temo
mas confio em nossas palavras
tenho a esperança de tocar em suas mãos mais uma vez
Pois apesar das maiores das tempestades
você ainda é o meu coração

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Distante do ponto onde está o perto

O que passa pela sua mente?
Por que tudo tem de ser tão complicado?
Nunca nos cansamos do esconde-esconde?
se pudesse escolher o que analisar
sem dúvida seria os estudos de sua mente e decodificação de suas ações
Você gosta de mim?
Ou é só um hobbie mexer comigo?
Perdoe se eu pareço fazer o mesmo
Por que não é isso que eu realmente quero
Na realidade a única coisa que realmente necessito é você
Tento manter a minha abstinência
Mas você não ajuda estando sempre tão perto
Eu queria ter o dom de saber o que tudo isso significa para você
E o porquê de você me deixar alegre e dolorida ao mesmo tempo
A sequência da nossa história está sempre em suas mãos
Tente quando partir não levar um fragmento meu com você

Paradoxo

Como negar que tudo não bastou de um conhecimento vil?
Que o tempo que passou não foi de todo ruim
Como, será a pergunta ou a solução
Isso representa a complexidade humana, no meu ver
contudo nem sempre meu ver é de acordo com o seu
Minha visão pode estar errada

Você só tem olhos para a sua sua verdade
Será que não há outras verdades além da sua?
Tudo tem que girar ao seu redor
Como se você exercesse uma força de atração
Você tem que ser sempre a razão, a resposta do problema?
2 + 2 será sempre igual a 4

Em uma sessão de auto conhecimento podemos notar o quanto somos diferentes
Isso não deveria nos separar?
Pois acho que é o que nos uni
Porque 2 + 2 será sempre 4

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sorrisos

Sorrisos,
escondem palavras e não sentimentos
são falsos, verdadeiros, raros, tristes
são assim os sorrisos

Quando sorrio para você não quer dizer que estou feliz
quando me nego a sorrir é por não ter força,
pois um sorriso cansa
doí, arde no fundo de esconder as lágrimas
pois as lágrimas você consegue ler
um sorriso não

Verão

Crianças correm
Pássaros cantam
Mães gritam
tudo acontecendo com uma perfeita harmonia

A luz do sol ilumina as faces com de marfim
a areia continua em uma  heterogeneidade doentia,
mas isso não importa quando se pode nela construir um castelo

As ondas passeiam com um ritmo fixo
sem mudança, tudo constante e silencioso
tudo como as pessoas querem

O verão é sempre caótico, previsível
com a alegria espalhada pela falsa sensação de recomeço
será assim o verão?
Pergunta a criança que não corre
A mãe que não grita
Aquela que não ouve canto, sim o lamento das aves

O depois

Já faz dias desde o último contato
o cheiro de mofo está agora presente nas minhas narinas
as antigas fotografias juntam poeira,
na estante do nosso antigo esconderijo

Copos de cristais intocados
chinelos em posição reta ao lado da cama
as cores dos murais não são mais diferentes
olhos leigos não veem mais o sentimento nas gotas de tinta

pétalas de rosas chamam as formigas,
elas não fazem ideia da noite que seguiu o presente
só tem o papel de lavar o que dele restou
para servir de alimento

A entrada me entristece
mais ao sair sinto que o fio, já frágil, se rompe
não mais voltarei
e sei que fará o mesmo
porque depois do período de abstinência
não há mais volta

domingo, 12 de junho de 2011

Histoire de changer

Seu sorriso insolente parece ter fugido
Tem algo que lhe incomoda?
Presumo que não
Você é uma barreira tão potente
Impenetrável, irresistível
Estou certa?
Não me diga que você sente!
Que tem algo no interior do seu ser além de ego
Seus olhos me dizem uma coisa
A formação retilínea que seu lábio assume
É surpreendente!
Minha leitura deve estar equivocada
Você tão forte!
Será que algo que fiz mexeu com a realidade inabalável?
Alterei seu modo de pensar?
Realmente, não poderia ter previsto
Acho que você também não
Nossa noite foi aquilo pelo que não esperávamos
E agora isso mudou algo?
No meu ver sim
E supostamente seu olhar me disse que concordamos
Por isso é uma boa noite
E até segunda-feira, talvez

Perfume

O aglomerado de pessoas
Rumavam na pista de dança sem um sentido certo
O som antigo de infância e o suor eram tão presentes
Tudo completamente sem ritmo
Mas com uma sincronia perfeita
Meu cabelo grudava na face
Os parceiros traçavam sem rumo
Ele tentava se sobressair
Mais eu estava feliz
A dança me inebriava
Meu par seguinte não partiria
Eu sabia disso no momento em que o vi em minha direção
E assim a dança continuou
Até o momento da parada
Eu queria mais
Queria flutuar
Queria ser puxada por seus braços
Não pelos braços do meu amado
E sim por um desconhecido
Com um perfume marcante
E braços fortes
Sei que foi só um momento de distração
Mais aquele perfume ficou em minha roupa
E eu adormeci com o cheiro e a lembrança do final daquela noite
Existe esperança sem ele
E agora eu estou completamente ciente disso
Eu posso experimentar outros venenos
Enquanto o meu não matura realmente

terça-feira, 7 de junho de 2011

As gotas queimavam sua pele nua dos ombros
Seus cabelos não passavam de fios enegrecidos e retos
A boca estava em uma linha uniforme, presumo que pelo frio

As calçadas da rua doze pareciam estar sofrendo de uma das secas mais difíceis
Apesar da chuva forte que cobria a sua cabeça
Era um sopro constante de aviso para sua situação
Sozinha, novamente
Sem ninguém a quem recorrer

A infância passa incessantemente por seus olhos
A dor consumia cada grama de esperança que já tivera
Ela sabia a verdade
Mas teimava em tentar ver o lado bom em tudo
Seus sentimentos agora morriam com a ultima gota de esperança

Sozinha, novamente
Com a olhar vidrado
E o símbolo maior de sua fé em cacos ao chão

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Contestação

Na escuridão
Ela chora
Ele ri
Eu observo
Pois a chuva continua caindo
Como naquela noite
Enquanto, ele chorava
E ela ria

Será que foi o destino
Ela não acredita que exista um
Ele sempre acreditou
A verdade é que nenhum deles realmente esperava
Nenhum deles nunca admitiria
Por que sempre esteve presente entre eles a mentira

O ar continuava pesado
E a chuva cada vez mais forte
Agora ela começou a soluçar
Ele não gostou do som
Por que isso lembrava o passado
Lembrava o riso
Lembrava aquilo que ele sofreu
Ela nunca o amou
Mais ele sempre amaria ela

Seus braços fizeram o caminho para o qual eram destinados
Seus ombros tremiam, e suas pupilas se dilatavam
Seu toque era quente
Seu tremor era constante

Nunca o amou
Porém nunca pensou na possibilidade de ele ama-la
Era como se a dor sumisse
Como se tudo que a fizesse sofrer evaporasse em seu toque
Ele era reconfortante
Doce
Apaixonado?

A chuva parou
Ele se afastou
Não aguentaria mais esse sentimento agridoce

Sua angustia voltou
Mais por um motivo diferente
Agora ela sabia
Ela o ama

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nós

Tudo se resume a uma sílaba
Com uma vogal
Duas consoantes
Somos nós
Duas almas
Divididas pelo medo
Óh medo
Tem que ser sempre essa vogal entre "nós"?
Sempre esse "x" na nossa equação?
Sim, você tem!
Porque você
Óh medo
Nos torna nós
Nos desafia
Plocama o nosso amor
É apenas o "nós"
E sempre com você
Óh medo

est seulement un modèle

Tente não olhar o que vou fazer
Tente mentir, finja que não vê
Minta para mim, para nós
Sinta a suas palavras, ousa sua voz
Negue o que sente
Iluda a sua mente
Passe a diante
Isso já é o bastante
Eu não quero mais sofrer
Tudo que eu tinha era baseado em você
Eu só quero um lugar para onde correr

Um modelo
Meio destruído
Completo,
Mais sumido
Consome a sua dor?
É apenas um modelo de amor

Mask

Apenas uma máscara de festa
Com enfeites brilhantes, para mostrar sua adulação
O que você quer que vejam?
Isso é apenas para chamar a atenção?

O brilho dos seus olhos são sombras
Os enfeites são a verdadeira atração
Essa máscara esconde somente sua visão
Posso ver através dela

O que você pensa que é bom?
Isso è apenas para chamar a atenção?
Pense, repense o seu pleno deu certo?
Pense, repense compensa decerto?
Pense, repense
Se é um segredo ou apenas algo patético representado

O que você pensa que é bom?
Isso é apenas para chamar a atenção?
O brilho parece que não mais reflete luz
As lentes não são mais tão azuis
Porque, é apenas uma máscara de festa

Apenas uma fachada

A sua coragem tem amarras,
Que balançam ao ritmo do vento
Os seus olhos são opacos,
Pois a vida que neles existia fugia ao medo do permanecer
O sangue ao chão só eleva a sua gloria
Esse mesmo sangue provoca as minhas lágrimas
Os ângulos de suas pernas vão ficar em minha memória
Assim como a expressão paralisada em seu rosto pálido
Por que essa noite?
Por que não esperar?
A culpa é minha por nunca notar?
Sua coragem era uma fachada
Para a sua maior fraqueza
Minhas mãos tremem,
Pelo contato com a madeira
O aroma das velas inebria minhas narinas
Onde sua coragem estava?
Embaixo dos paralelepípedos?
Só eu não notei
O seu olhar sempre apático
Por que essa noite?
Por que não esperar?
A culpa é minha por nunca notar
Sua coragem que era apenas uma fachada
Para a sua maior fraqueza

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Elícito

Nossa relação é assim
Confusa
Mágica
Muda, sim sempre muda
Somos almas fragmentadas
Sujas, pelas dúvidas que passam em nossa mente
Porque, nunca pode ser somente eu e você
Porque, sempre existirá o medo
Porque, olhares machucam menos que palavras
Como saberemos?
Como podemos pensar assim?
Se dos seus lábios não saem nada
E os meus os imitam por medo de errar
Estamos condenados?
Diga-me que ainda existe esperança, P___
Pois se você falar
Deixarei de ser mimica
E passarei a declarar
Não mais aos outros, e sim a você
Aquilo que eu realmente sinto

Com todo o A____ que tenho por você, Mimic

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ele

Seu olhar era penetrante, um tanto perturbador
 Você simplesmente quer a verdade ?   
Enquanto, eu quero distanciá-lo dela
- Omitir sempre me foi mais natural
Disse em um momento de sinceridade
- Comigo pode ser diferente, confie!
Sua voz soou forte em meus tímpanos
- Acredite, não é tão simples, minha boca não emite o que minha psique sente
Digo-lhe um tanto incerta
Ele tem um poder sobre mim
Sua voz
Parece-me o cântico mais interessante
Ele é o reflexo do meu desejo
Simplesmente é ele
- Talvez você pense demais, deixe seus sentimentos fluírem, decerto você ira gostar
Oh, só ele

terça-feira, 26 de abril de 2011

Routine

Lá está ela, sentada em seu banco, com seus fones. Queria eu saber, o que ela espera, sozinha, em um dia tão glorioso. Noto que seus olhos vão à entrada a qualquer sinal de movimento, suas mãos tocam a batida da música em sua coxa, seus dedos, tão finos e delicados, parecem demonstrar a ansiedade que sua possuidora não faz, pois sim , ela fica estática com ocasionais relances para a entrada. Pobre garota do olhos âmbar, sem ninguèm, esperando algo que nunca vem. Num ímpeto de momento me levanto, quero lhe fazer companhia, porém vejo sua fisionomia mudar, sorri, a garota solitária sorri, fazendo-me sorrir em conjunto, contudo breve o sorriso passa e ela simplesmente se levanta e vai embora, queria eu saber, o que a fez sorrir e por quem ela tanto esperava.

Mentiras a ninguém mais

Todo direito que você tinha está morto
Entre o húmus, e a litosfera
Armago, tenta coagir todos a sua volta
O nome disso é ciúme?
Quer você eliminar a concorrência?
Sua coragem fingida a frente de seus amigos
Sua eloquência presente aqueles que não são sãos de juízo
Pois tua força some
Como névoa, ao deparar com olhar de quem você quer tanto
Mais nunca se mostra capaz de aceitar
Corra, minta, grite
Pois os que querem não temeram
Nem se esconderam atrás de saias de seda, de flagelos risonhos
Se medo você o provocou
Dor um dia você sentirá
Pois de agora em diante sua existência passa a ser nada diante de quem você tanto quer
Adeus querido, nós não mais existirá

domingo, 24 de abril de 2011

Edmund, se foi (Edmund, il a été)

Era um dia comum, o sol brilhava, os passáros cantavam e eu permanecia em minha caminhada matinla à margem do lago. Edmund, meu irmão, tinhas os olhos nos cristais limpídos à borda do lago Mephis, enquanto eu estava em devaneio profundo, pois meu foco não estava direcionado a beleza daquele lugar, minha mente flutuava em meios ao sofrimento mergulhnado em nuvens negras, quanto mais me levava oa ponto de reflexão sobre a tristeza, mais negligente ficava em relação a Edmund. Meu irmão não era símbolo de beleza, muito menos de inteligencia, comum ele era, uma criança baixa com cílios longos, algo que eu também possuo por meio da genética, esse típico ar britânico que imperava minha família.
Edmund era o mais novo de três, eu e Oscar, por conseguinte meu irmão, somos gêmeos, minha única responsabilidade era a a segurança de meu irmão, Edmund é claro, contudo neste dia em que minha mente estava fora de meu corpo, não pude notar os seus gritos vinda da direção do espelho d'água.
Meus devaneios foram quebrados pelos sons de meu irmão tentando desesperadamente capturar o ar, não sei como mais meus movimentos vinheram por intisto ao megulhar nas águas gélidas do Mephis. Terrível sensação, facas flamejantes eram forçadas ao contato com minha pele pálida, minha mente voava as hipotéses que levaram Edmund a uma atitude tão estúpida, o fato de não ser brilhante em suas ideias era notório, contudo entrar naquele lago.
Me culpava por não notá-lo, ele poderia ser tudo menos invisível. Ia contra as marolas com a sensação de terror e agonia, meu irmão a pouco não emergira a superfície. Próxima e degastada, pego seu corpo já sem conciência, e o levo de volta a margem.
Edmund não mais respira, seus longos cílios agora repousam sobre suas bochechas sem cor, seus lábis estão em um tom arroxeado, e com isso o pânico me invade, ele está morto?Sim, meu irmão está morto!
Como pode ser mais jovem e prospero de alegria parti assim por descuido meu, eu a única culpada, pois se sei que Edmund partiu hoje, não terei a certeza de permanecer amanhã.   

Quotidien Olivia

Sadist

O céu está completamente negro, não existem estrelas para guiar meu caminho além do campo, as árvores dão uma visão horripilante, suas folhas dançam em uma harmonia malévola, na qual os passáros fogem e as corujas cantam da fragilidade das aves menos perspicazes. Eu vejo tudo de fora, com olhos leigos, desprotegidos dos reais sentimentos de toda essa realidade, eis que isso é alheio a mim. Sou eu uma alma penada, sem pudor, que ri da benevolência da natureza?

Doce Veneno

Olhei nos seus olhos uma única vez
Senti o seu toque apenas duas
Ouvi sua voz em incontáveis momentos de riso
Você nunca verá o mau que me faz com cada gesto
Não notará a angústia que me assola ao saber que nada nunca passará de momentos separados de um pouco de felicidade
Agora temo em pensar que esses momentos acabaram em breve
Que minha dose do seu veneno está quase no fim
Não poderei mais suportar, e você vai apenas me ver parti assim como cheguei
Vinda de longe para sofrer nas mãos de um amor unilateral
Nunca esquecerei que é o meu veneno, assim como nunca me esqueci que você não foi o primeiro a quem amei
Vou hoje com a consciência que você também não será o último
Só o fim de mais uma dose

Sei que foi você

Minha mente treme na infima possibilidade do nosso encontro
Sei que era você naquela linha muda
Sei que apesar do silêncio daquele momento você pensou em responder

Minha voz soou em seu ouvido
Meu timbre fez questão de me acusar
Agora você sabe, e pode me usar
Sabe do meu erro, desvendou minha charada
Contudo o silêncio entre nós irá acabar?