terça-feira, 26 de abril de 2011

Routine

Lá está ela, sentada em seu banco, com seus fones. Queria eu saber, o que ela espera, sozinha, em um dia tão glorioso. Noto que seus olhos vão à entrada a qualquer sinal de movimento, suas mãos tocam a batida da música em sua coxa, seus dedos, tão finos e delicados, parecem demonstrar a ansiedade que sua possuidora não faz, pois sim , ela fica estática com ocasionais relances para a entrada. Pobre garota do olhos âmbar, sem ninguèm, esperando algo que nunca vem. Num ímpeto de momento me levanto, quero lhe fazer companhia, porém vejo sua fisionomia mudar, sorri, a garota solitária sorri, fazendo-me sorrir em conjunto, contudo breve o sorriso passa e ela simplesmente se levanta e vai embora, queria eu saber, o que a fez sorrir e por quem ela tanto esperava.

Mentiras a ninguém mais

Todo direito que você tinha está morto
Entre o húmus, e a litosfera
Armago, tenta coagir todos a sua volta
O nome disso é ciúme?
Quer você eliminar a concorrência?
Sua coragem fingida a frente de seus amigos
Sua eloquência presente aqueles que não são sãos de juízo
Pois tua força some
Como névoa, ao deparar com olhar de quem você quer tanto
Mais nunca se mostra capaz de aceitar
Corra, minta, grite
Pois os que querem não temeram
Nem se esconderam atrás de saias de seda, de flagelos risonhos
Se medo você o provocou
Dor um dia você sentirá
Pois de agora em diante sua existência passa a ser nada diante de quem você tanto quer
Adeus querido, nós não mais existirá

domingo, 24 de abril de 2011

Edmund, se foi (Edmund, il a été)

Era um dia comum, o sol brilhava, os passáros cantavam e eu permanecia em minha caminhada matinla à margem do lago. Edmund, meu irmão, tinhas os olhos nos cristais limpídos à borda do lago Mephis, enquanto eu estava em devaneio profundo, pois meu foco não estava direcionado a beleza daquele lugar, minha mente flutuava em meios ao sofrimento mergulhnado em nuvens negras, quanto mais me levava oa ponto de reflexão sobre a tristeza, mais negligente ficava em relação a Edmund. Meu irmão não era símbolo de beleza, muito menos de inteligencia, comum ele era, uma criança baixa com cílios longos, algo que eu também possuo por meio da genética, esse típico ar britânico que imperava minha família.
Edmund era o mais novo de três, eu e Oscar, por conseguinte meu irmão, somos gêmeos, minha única responsabilidade era a a segurança de meu irmão, Edmund é claro, contudo neste dia em que minha mente estava fora de meu corpo, não pude notar os seus gritos vinda da direção do espelho d'água.
Meus devaneios foram quebrados pelos sons de meu irmão tentando desesperadamente capturar o ar, não sei como mais meus movimentos vinheram por intisto ao megulhar nas águas gélidas do Mephis. Terrível sensação, facas flamejantes eram forçadas ao contato com minha pele pálida, minha mente voava as hipotéses que levaram Edmund a uma atitude tão estúpida, o fato de não ser brilhante em suas ideias era notório, contudo entrar naquele lago.
Me culpava por não notá-lo, ele poderia ser tudo menos invisível. Ia contra as marolas com a sensação de terror e agonia, meu irmão a pouco não emergira a superfície. Próxima e degastada, pego seu corpo já sem conciência, e o levo de volta a margem.
Edmund não mais respira, seus longos cílios agora repousam sobre suas bochechas sem cor, seus lábis estão em um tom arroxeado, e com isso o pânico me invade, ele está morto?Sim, meu irmão está morto!
Como pode ser mais jovem e prospero de alegria parti assim por descuido meu, eu a única culpada, pois se sei que Edmund partiu hoje, não terei a certeza de permanecer amanhã.   

Quotidien Olivia

Sadist

O céu está completamente negro, não existem estrelas para guiar meu caminho além do campo, as árvores dão uma visão horripilante, suas folhas dançam em uma harmonia malévola, na qual os passáros fogem e as corujas cantam da fragilidade das aves menos perspicazes. Eu vejo tudo de fora, com olhos leigos, desprotegidos dos reais sentimentos de toda essa realidade, eis que isso é alheio a mim. Sou eu uma alma penada, sem pudor, que ri da benevolência da natureza?

Doce Veneno

Olhei nos seus olhos uma única vez
Senti o seu toque apenas duas
Ouvi sua voz em incontáveis momentos de riso
Você nunca verá o mau que me faz com cada gesto
Não notará a angústia que me assola ao saber que nada nunca passará de momentos separados de um pouco de felicidade
Agora temo em pensar que esses momentos acabaram em breve
Que minha dose do seu veneno está quase no fim
Não poderei mais suportar, e você vai apenas me ver parti assim como cheguei
Vinda de longe para sofrer nas mãos de um amor unilateral
Nunca esquecerei que é o meu veneno, assim como nunca me esqueci que você não foi o primeiro a quem amei
Vou hoje com a consciência que você também não será o último
Só o fim de mais uma dose

Sei que foi você

Minha mente treme na infima possibilidade do nosso encontro
Sei que era você naquela linha muda
Sei que apesar do silêncio daquele momento você pensou em responder

Minha voz soou em seu ouvido
Meu timbre fez questão de me acusar
Agora você sabe, e pode me usar
Sabe do meu erro, desvendou minha charada
Contudo o silêncio entre nós irá acabar?