domingo, 14 de agosto de 2011


Tilintar de copos
Risos
Talheres batendo
Assim é o andar de baixo
Silêncio
Corpos rolando sobre as fronhas
Frio, vento vinda do norte
Assim é em cima
Negros, brancos
Surdos, mudos
Tudo é o mesmo no chão
Tudo é oposto ao teto
Mãos, pés, inúteis
Cabeças, troncos, dementes
E assim tanto em cima quanto em baixo

Festa na fraternidade


Tem uma festa na fraternidade
Vestidos negros estão no varal
Pingentes baratos pelo chão
Livros de Oscar Wilde nas prateleiras das estantes imaculadas

É uma festa
Onde todos devem dançar
Com indie e gothic a tocar
Mexendo seus corpos magros e fragilizados

Tudo desordenado
Uma mágica lúdica
Por que estamos em uma festa na fraternidade

É uma festa
Todos vão dançar

Carta à ele

Cada sílaba tinha uma pontuação sádica
A carta parecia dirigida ao infame
Sem sentimento se não o ódio
Tom oco gritava as margens dos parágrafos
Eu a magoei?
Se o fiz a intenção foi pura
A ferida tinha que ser fechada mais rápido
Com o sangue seco de nada adiantaria

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descalços

De mãos dadas
Olhos fechados
Em um caminho cheio de curvas
Com a grama tocando nossos dedos
Estamos nós

Não saber quanto vai durar
Ou se seus pés ficaram marcados
O desafio é excitante, não?
Por que não brincarmos mais está noite,
Até que o sol volte a atormentar nossas pálpebras
Por que não correr sem medo de perder nossos sapatos
Ficar descalço é tão mais confortável

Assim de mãos dadas
Por esse caminho
Sem certeza de nada