quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Parabéns à você

Já se passou um ano
Chegou novamente essa data
Essa fatídica data
Com balões vermelhos
E velas cor de prata
São dezesseis agora
Sempre uma a mais
O bolo com seu nome
Mais uma foto que será deletada

Já se passou um ano
Desde o porteiro macabro
O pulinho afeminado
E olhe !
Dois desde que nos encontramos naquele abril
E agora eu sei
Que esses anos não passaram para mim, só para você

Seu presente nunca será entregue
Seu abraço permanecerá guardado
Mais eu não vou esquecer
Que hoje é o seu dia
E lhe desejo felicidades 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Entre pontes (parte I)

Eu sou o seu melhor amigo deveria entendê-la, mas tinha uma parte dentro de mim que não conseguia negar que esse extinto suicida ia acabar prejudicando a cada vez mais, eu a amava e sabia que ela o amava, mas eu precisava tirá-la desse estupor. Cada vez mais essa obsessão cega me assustava, e ele não a via como eu tudo sobre ela era um borram em sua mente.
Patrick era o tipo de garoto pelo qual as garotas se apaixonam, bonito, popular e o típico garoto de subúrbio que consegue tudo o que quer. Famoso por ser o “cara” ele tinha todas as meninas, e alguns caras, ao seu poder, de fato isso nunca me incomodou até o momento que chegou a cabeça da minha melhor amiga, Amy. Ela era única não vai com as tendências e seu jeito doce conquista a todos que se dão a chance de conhecê-la, mas Amy se apaixonou cegamente por Patrick, e isso me faz sentir como um grande saco de areia preso entre as tábuas de uma ponte, eu amo a Amy a quase sete anos e eu ficaria feliz se ela não fosse para o “cara” eu conheço aquele cretino e sei quão frágil é o coração da minha amiga.
Eu realmente não sei o que fazer, mas eu nunca deixarei a Amy ser magoada, isso é uma promessa.

Charlie e a macieira

Sentado na grama
Abaixo da macieira
Lá estava ele

Pequeno
Gordinho
Cor-de-rosa o menininho
Lá estava ele

Charlie se chamava
O garoto da macieira
O garoto sem pai
O garoto sem mãe
Lá estava ele

Ele não chorava
Não ria
Só se sentava

Ninguém realmente se importava
Porque Charlie tinha a macieira
Lá estava ele

Um dia ele não estava
Um dia a grande árvore fez sombra para nada
Não tinha garoto gordinho na grama
Ele não estava lá
Agora só existia macieira
Sem nenhum Charlie